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domingo, 18 de maio de 2008

Todos fomos células tronco embrionárias

Todos fomos células tronco embrionárias



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Estamos a mais de um mês da votação sobre o julgamento da inconstitucionalidade do artigo quinto da lei de Biossegurança no Superior Tribunal Federal. Naquela ocasião o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista ao processo com prorrogação de trinta dias.

A discrepância na arregimentação dessa lei começa desde seu nascimento quando foi amalgamado dois assuntos bem distintos, merecedores de amplo e diferenciado debate : pesquisas e comercialização com transgênico e com células tronco embrionárias.

Na véspera da votação o Jornal Folha de São Paulo, e o Globo admoestaram em seus editoriais os ministros acerca da laicidade do estado. Na mesma linha defensiva e imparcial no debate, seguiu o Jornal O Estado de São Paulo, Correio Brasiliense, as revistas Veja e Época. Todos instando os ministros a manterem a Lei como foi aprovada no Congresso em 2005.

No entanto vale ressaltar esse estado, dito laico é composto por cerca de 73% de católicos e 15% de evangélicos o que, consolida um considerável bloco que tem como princípio a vida e sua defesa em todos os estágios, da concepção até o seu declínio natural. Isso não se trata de totalitarismo, mas de democracia e respeito à opinião adversa.

Os apelos emocionais na defesa das pesquisas com células tronco embrionárias são contínuos. O ministro Carlos Ayres de Brito que votou a favor, em seu longo discurso no STF, após fazer ode a ciência citou para os presentes relatos dos filhos da atriz Isabel Fillardis e do jornalista Diogo Mainardi, ambos pais de crianças com problemas neurodegenerativos graves.

Contudo não se pode esquecer a destruição em massa de embriões que ocorrerá a partir da possível liberação destas pesquisas. Outro dado científico relevante é o fato do êxito das pesquisas com células tronco adultas utilizadas por mais de 20000 pessoas em estudos clínicos e terapias de 73 tipos de doenças.

Considerando um princípio básico de filosofia, de Parmênides, “ O ser é e não pode não ser ; o não-ser não é e não pode ser de modo algum”, assevera-se que o ser humano existe desde o primeiro momento em que Possui potência para ser, pois se naquela condição inicial ele não possuísse tal condição não poderia jamais sê-lo.

http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=2628'

1 comentários:

Anônimo disse...

muito boa a sua explanação sobre esse tema de tao grande relevância no ordenamento jurídico.

quero apenas fazer uma crítica construtiva ao seu "artigo", fundamente-o, pois só aquilo que vocês pensa não modificará o pensamento dos ministros e proponha soluções, pois se você critica algo subentendese que vocês faria melhor.

realmente as células adultas estao dando mais resultado, mas isso não quer dizer que as embrionárias também não daram, pois para obterem resultados com as adultas,elas foram pesquisadas desde o sec XX, e as embrionárias agora que começaram a pesquisar.

concordo com o seu ponto de vista e acho, tenho quase certeza, que há vida apartir da junção dos gametas formando assim um ser com 46 cromossomos, normalmente, mas quero deixar claro para a comunidade católica que só o que eu acho e o que você acha não importa cientificamente e por isso se quisermos derrubar essa lei deveremos nos colocar com argumentos melhores do que o nosso "achismo" e o que diz na bíblia; com todo respeito a bíblia, mas o ordenamento jurídico não a segue, como você mesmo falou esse Estado é laico.