Não se tem dúvida dos desafios concretos na área da saúde e do meio ambiente com esse sistema capitalista, neoliberal e consumista. É desumano contemplar tantas desigualdades sociais, o descaso na ética com relação aos valores da dignidade da pessoa e a manipulação das leis para se beneficiar interesses particulares ou de uma minoria. E o homem, a sua inviolável dignidade, independente das circunstâncias, fica como?
O mundo não tem como sustentar esse padrão de vida que aí está. O homem moderno começa a se cansar da dependência do consumismo e se vê com muitas doenças psíquicas e emocionais. Um padrão de vida desumano porque impõe um modelo de consumo para todos com os únicos objetivos de lucrarem. Nos países ricos quando se estar em depressão se diz: "Irei ao shopping comprar algo de diferente!" É este o "aparente remédio" para a cura das doenças emocionais ou mesmo uma fulga para driblar os sentimentos e o vazio interior.
Por outro lado vejo as dramáticas questões morais no mundo e, particularmente no Brasil, sendo manipuladas por interesses da minoria rica e, por que não dizer, dos interesses econômicos de alguns grupos. Depois, acusam as bases sólidas de defesa da vida desde a sua concepção até o seu declínio natural como "questões emocionais". Os que criticam a Igreja e defendem a manipulação das células-tronco embrionáras dizem que estão "defendendo a vida" e fazendo o "país progredir" na esperança de melhoria de vida para milhares de pessoas. A Igreja é a favor da manipulação das células-tronco adultas (do cordão umbilical ou da medula óssea), pois, em suas extrações não se estará matando vidas como acontece nas embrionárias. A vida começa no momento da concepção (fecundação: união dos gametas masculino e feminino).
Aquela célula vital é esvaziada no seu núcleo quando retirado a carga genética para - num processo posterior de "difusão celular" - poder chegar a construir órgãos para o processo regenerativo e terapêutico. Não se pode beneficiar algumas pessoas matando vidas inocentes, isto é um Princípio Absoluto milenar e não questão religiosa somente, muito menos emocionais. A Igreja não é contra a Ciência, mas a reconhece como dom de Deus concedida ao homem para a promoção da vida considerando sempre que os meios para essa promoção preciam estar dentro da ética, da consciência de que a vida tem uma dignidade superior em relação aos animais e vegetais. A vida não pode ser banalizada e não se pode justificar matar uns para fazer viver outros. Neste sentido a Igreja sempre incentivou a Ciência para que encontrem soluções dos males e doenças, na promoção de uma vida melhor, levando em conta sempre os parâmetros éticos e morais, como também os direitos religiosos assegurados pelas constituições e, além disso, pela própria lei natural da defesa incondicional do respeito e da inviolabilidade da dignidade humana.
Na verdade essas inocentes pessoas apontadas como destinatárias dos benefícios das pesquisas e até expostas pela mídia, são como que "cobaias" usadas para se provocar o emocional das pessoas menos instruídas e outras até "ignorantes no que diz respeito a um juízo com ciência de causa". Disse um médico sobre as manipulações de Células-tronco inviáveis: "O fato de terem liberado as pesquisas com células-trono embrionárias para fins terapêuticos não significa que já sabemos realizar isso, mas será um longo caminho". Por outro lado se pergunta: Quem terá acesso de fato a esses benefícios, os ricos ou os pobres?
No Brasil os interesses são manipulados e o pobre, que é a maioria da população brasileira, quando precisa de um atendimento do SUS é necessário esperar um "dias e até meses". Como andam os hospitais, as assistências ao que é básico da vida? Como explicar o descaso do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde dos Municípios que enfrentam o flagelo da Dengue com total indiferença ou com ações econômicas insuficientes? Como explicar a não viabilidade do Governo Federal para a melhoria no processo de combate ao tráfico, AO FLAGELO DAS DROGAS, com esse maldito crack que está destruindo a vida dos nossos jovens e a harmonia nas Famíllias, e ainda à violência e à exclusão social?
Não se trata de ignorar a dor e o sofrimento de milhares de vidas que portam alguma doença que dependem do tratamento genético, mas é preciso que a comunidade científica encontre alternativas viáveis para tais tratamentos sem que seja através de "genocídio silencioso". A Igreja não pode se calar porque é sua missão proteger a vida, sua sacralidade e inviolabilidade em todas as fases e circunstâncias. Ela nunca pode considerar lícito o que não o é, porque não pode aceitar o que se opõe ao verdadeiro bem comum do homem.

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